Festivais: Lollapalooza 2013

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fotos por Yuri de Castro (exceto quando indicado)

PRIMEIRO DIA | Sexta-feira, 29/03/2013

Não acho válido recorrer a um senso de humor duvidoso para chamar a edição Lollapalooza de Lamapalooza. Tampouco acho que um artista contratado para tocar em um festival de dimensões enormes como tem o Lolla possui o direito de tratar os espectadores como visitantes de uma galeria de arte.

“O público do primeiro grupo se divertiu com uma apresentação irretocável baseada em canções do disco que a banda lança na segunda-feira (01/04), ou seja, inéditas. Os do segundo grupo se sentiram torturados e traidos, como se o preço pago pelo ingresso (que não foi pouco) lhes desse o direito de dizer a Wayne Coyne o que ele pode ou não fazer”.

Scream&Yell, sobre o show do Flaming Lips, 29/03/2013

O que me espanta (e  isso não é humor ou falta de) é de como são maltratados todos os clientes que movimentam essa roda. E a roda é grande. Os mais aparentes são os que estão com o pé já cobertos por lama em menos de uma hora de festival. Os menos aparentes são os fãs que por um acaso são desistimulados a cada ano pelo esquema de festivais tão cruel que impera no Brasil. E isto vai desde a organização do festival até o show do Flaming Lips. Antes de tudo, o espírito de um festival é juntar e não apenas trazer fãs de determinadas bandas para o evento. É o que se tem feito até aqui: só se encara festivais como esse se o headliner te agrada em cheio. Do contrário, não vale o sacrifício.

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Nem tudo é pessimismo. Há mesmo quem se divirta e é muito bom encontrar com eles. Ver alguém correndo pra ver o Deadmau5 é uma experiência incrível. Não sei mesmo se era vontade de ver o DJ canadense ou se era frustração com o show do Flaming Lips. Mas, de qualquer forma, ver fãs de música é algo mesmo contagiante. E é desse espírito que vivem quase todos os grandes festivais mundiais e é algo que nós deviamos aprender a usar como maior moeda de troca. Em festivais, shows acabam, no fim de tudo, sendo uma das grandes partes da experiências. No Brasil, ela tem sido a única que pode ser considerada algum tipo de experiência e, ainda assim, muito mal.

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Nesse primeiro dia de Lollapalooza, o Killers era a grande atração. Justo mediante os seus companheiros de programação. Mas injusto tamanho o porte do festival. O show não é ruim. Mas não justifica muita coisa para quem não é fã do pop-brega de Brandon Flowers. No mesmo palco, antes, o Flaming Lips não conseguiu aliar conceito e empatia para os que não conhecem muito da banda sensacional Wayne Coyne. Mas não era pro Lolla, não era para aquele palco do festival. Era bonito, mas não era funcional. E estava longe de ser um momento de deslocamento do eixo da nossa percepção, onde o estranhamento conta como parte da experiência. Não.

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Do outro lado, DJ Marky e BiD comandavam nostalgicamente hits misturados em baile-drum-and-bass. O resultado entreteu quem se dispos a atravessar o joquei. A proposta encantava mais do que o resultado, mas o vento frio podia ser, enfim, disfarçado com alguma empolgação vinda não mais das conversas, da cerveja, da roda-gigante bonita, mas, sim, da música. O projeto Red Bull Technostalgia trouxe uma nostalgia não tão distante assim, indo direto aos 90 em alguns momentos. E parecia começar a nos relembrar o que de fato  fazíamos ali: nos divertir.

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Passion Pit e Deadmau5 seriam ótimas distrações, não fosse um dia tão carente de música.

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Assim, não houve quem não caísse na onda do Killers. O cenário acabou sendo perfeito para os inúmeros hits que a trupe de Las Vegas enfileirou. Nas grades, gente que ali estava desde antes do show do Flaming Lips. Mais afastados, quem ainda perambulava a espera de alguns  acordes salvadores, acalentadores. E pra quem queria isso, eles estavam ali pra isso. Ainda seja exagero dizer “apoteótico”, “monumental” para classificar o show, o Killers fez o que o festival precisava. No backstage, suponho, a organização torcia pra isso mais do que pra tudo. Brandon Flowers foi o antítodo de um início desastroso pro Lollapalooza.

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Anetoda: *Toc Toc* – Quem é?? “Tenho opressão, vai querer” – Quanto custa “O total + 5” – mais 5? “O total + 10” – mais 10???? “O total + … ô meu filho, vai querer ou o quê?” –  tô achando caro “Pensa no custo-benefício” – eu não sei quanto custa de verdade, tampouco se sou beneficiado. “Então, a gente coloca uma bateria, uma guitarra, um baixo, uns painéis eletrônicos, uns flashs, umas histórias pra você contar e aí o que me diz” – você é um péssimo vendedor, mas vou querer! “Péssimo? Você está comprando, não está?” – sim, mas se você tivesse falado que era um festival de música, eu já tinha comprado de primeira.

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SEGUNDO DIA | Sábado, 30/03/2013

DSC_0809 edit2A bonança do Lollapalooza reforçou todos os erros da noite anterior e iluminou os acertos. O sol surgiu e o calor deu tranquilidade para quem queria se ligar na música.

Deu certo para a maioria das pessoas. Quem acompanhou o Toro y Moi viu um dos primeiros acertos indie do festival no mesmo palco que abrigaria o primeiro show disputado do dia: Two Door Cinema Club.

Os norte-irlandeses jogaram todos os hits do primeiro álbum e algumas coisas ruins do segundo pra platéia. Deu certo. Quem correu pra ver o Franz Ferdinand ou o Alabama Shakes fez, feliz, o caminho ao som do principal hit “What You Know”.

Antes, Mike Patton e seu Tomahawk fazia um show para entendidos. Pitty fez cara de quem gostou. Alguns na platéia também. No geral, era gracioso ver Patton gritar “porra”, “caralho” em bom português. Ao mesmo tempo, era meio deprimente — e isso faz parte também. Mas, falando de música, foi legal, bacana, ninguém vai lembrar. Só a Pitty. Ela precisa lembrar.

Toro y Moi ★★★★☆

Tomahawk  ★★☆☆☆

Two Door Cinema Club  ★★★☆☆

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A busca do Twitter deve quebrar se você procurar por pessoas dizendo que o show do Franz Ferdinand foi o melhor show nacional da noite. Mais rodados no Brasil que banda de hard-rock falida, os escoceses comovem quem gosta de ver um show. Simples, cheio de hits e subhits, muito bem feito. Dispensa comentários e só engrandece o line-up.

No palco alternativo, o Alabama Shakes era aquilo que todo mundo sabia que era. Novidade pros brasileiros com gosto de novidade, com carisma e um som nem tão próximo do que muitos ouvem no iPod. Ao vivo, é bonitinho. As músicas, ótimas, perdem bastante ao vivo em um festival aberto e grande como o Lollapalooza. Mas, no palco em que estava e pro público que o queria, cumpriu o prometido.

Franz Ferdinand  ★★★★☆

Alabama Shakes ★★★☆☆

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Um dos esquecidos do line-up certamente foi Nas (foto). O rapper tocou no palco Perry e suas menções otimistas (“Life is Good”, etc) colaram com um público que não sabia muito bem o que estava fazendo ali. Aos poucos, se soube. Ao lado do fabuloso DJ Green Lantern (ex-Eminem e de mixtapes sensacionais) e acompanhado de um baterista, Nas emendava suas rimas com ordens à plateia e resgate de hits clássicos do hip-hop por meio dos samples. O DJ Green Lantern é fantástico e comandava o show junto ao rapper, como um auxiliar de palco. Mesmo assim, o show ficou imprensado no line-up.

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Do outro lado do Joquei, Josh Homme se fazia impressionante. A gente vai rodando noite à noite pelas casas noturnas de São Paulo e acaba, às vezes, se acostumando com as tosqueiras que muitos artistas fazem ao vivo. O Queens of the Stone Age está em um nível absurdo em cima do palco. O som se justifica por si próprio. É entretenimento com rock bom. É a síntesa perfeita de uma banda quase headliner de um festival. Um dos grandes shows do festival.

Nas ★★★☆☆

Queens of the Stone Age ★★★★☆

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Criolo merece um parágrafo pra si. Seu álbum é de 2011. O Lollapalooza é 2013. Duas coisas poderiam acontecer: o show ser enfadonho ou a tese de muitos (e a desgraça de muitos também) se confirmar. Deu a segunda opção. Quem ousou com muita brabeza e convicção espinafrar o rapper durante esse tempo vai se dando mal. O tempo confirma Criolo como a melhor coisa que arranhou o mainstream desde Los Hermanos. Ao vivo, Criolo é imbatível. Professorando conselhos, dançando estranha e deliciosamente e escorado por pequenos monstros da música brasileira, o rapper viu um público enorme cantando de cor suas músicas. É curioso como muitos ainda não percebem que, de assalto, o rap vai se tornando o desague das mensagens e forças que o rock até os anos 90 e poucos ia sugando. Como disse Romulo Froes, é o agente infiltrado no mainstream que vai representando uma geração oculta às relações comerciais. Nela estão: Curumin, Metá Metá, CéU, o próprio Romulo. Showzaço. Não custa nada lembrar que, no Lollapalooza 2012, os Racionais também foram um dos destaques — mesmo entrando por algum tipo de cota.

Criolo ★★★★☆

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O Lollapalooza parece não ter errado nos headliners. Se era o que tinha a mão, Killers e Black Keys foram acertados. Os dois pelo mesmos motivos: não estão ali pra ousar e, por isso, não decepcionam. O que é, pra alguns, um tanto enfadonho. Não houve, ao menos até o segundo dia, nenhuma brecha nos scripts dessas duas bandas. É gol do Barcelona — só que sem o Messi. É gol do Iniesta: você comemora. Mas dizer que aquilo te emociona é um tanto exagerado. Com o Black Keys é isso aí (e um contrasenso com o nome do grupo: eles só tocam as teclas brancas!). Principalmente porque “Brothers” e “El Camino”, dois últimos da dupla, são mainstream no mundo todo. Só no absurdo Brasil isso ali é indie. E convenceu todo mundo na platéia. E, em um festival de música pop, é isso o que importa.

Black Keys ★★★☆☆

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TERCEIRO DIA | Domingo, 31/03/2013

Mais do que no segundo dia, o Lollapalooza e o sol deixaram as pessoas sentarem em clima de festival à espera de boas-novas vindas do palco. Coincidência ou não, foi o dia mais lotado do festival: 60 mil ingressos vendidos contra 55 e 52 mil do segundo e primeiro dias, respectivamente.

Passado o Foals — que obedeceu ao que estou chamando de script de  shows indie, ou seja, não há nenhum imprevisto a mais do que já podemos imaginar — o Kaiser Chiefs se valeu da enorme platéia que vaga sem muito o que fazer após o término do show do Puscifer. Aliás, por falar no coisa ruim, o último dia de Lolla serviu também para me lembrar de que ainda há quem se amarre em se vestir de preto para ir em shows de rock no século XXI. Isso não é uma nota triste, apenas uma constatação de um dia em que a única banda que é realmente black não é o Pearl Jam, mas sim o Puscifer. Da mesma forma que o Tomahawk, o projeto paralelo Maynard Keenan fez um show para entendidos. O lado bom é que o som era realmente bom.

Foals ★★★☆☆

Puscifer  ★★★☆☆

Lolla 2 Edit CasalNo mesmo horário que o Kaiser Chiefs, o Vanguart foi bem acompanhado por quem dispensou o 2007 do Kaiser Chiefs e a farofa eletrônica dos cariocas Felguk. Houve música nova, os quase-sucessos do primeiro álbum e as boas músicas do segundo.

Um pouco mais adiante, o ex-gordinho Ricky Wilson escalava as estruturas de iluminação e palco do palco Butantã enquanto jogava “Never Miss A Boat” ou “I Predict a Riot” pra galera. O show foi isso, “Oh My God” e, claro, “Ruby” — cantada por todos os camisas pretas.

Kaiser Chiefs  ★★★☆☆

Vanguart  ★★★☆☆

Mas isso não justifica o terceiro dia de um Lollapalooza.

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Nem o Hives, a banda mais carismática da leva 2001. Os suecos são impossíveis no palco e qualquer música tem cara de sucesso. Os sucessos são ainda mais contagiantes e a ausência de  festivais do porte do Lollapalooza faz o The Hives às 18:30 deixar a galera enlouquecida com “Hate To Say I Told So” e “Tick Tick Boom”. Howlin’ Pelle Almqvist é uma aulinha pros moleques.

The Hives  ★★★★☆

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A essa hora, ninguém entra mais no Lollapalooza. Não há mais ingressos. Já já contamos os shows de Planet Hemp, Hot Chip, Major Lazer e Pearl Jam.

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O roteiro era o seguinte: ver a abertura do Planet Hemp, seguir até o meio do Lollapalooza pra conferir o Hot Chip no palco alternativo e ainda passar no Major Lazer na tenda Perry. O resultado foi melhor que o esperado. E, certamente, foi ainda mais para os que se dedicaram a cada um desses shows.

Terra G1

fotos: Terra (1) e (3), G1 (2)

O Planet Hemp é o seguinte: um pouco de falta de vergonha na cara e um tantinho assim de pilantragem e vadiagem. O resultado é todo os anos 90 reciclado na mesma premissa, no mesmo som só que, no entanto, tudo parece fazer ainda mais sentido agora. Dividido em atos que recuperam a carreira da banda, o show não é só comandado pela erva ou pelos MCs  D2 e BNegão. Tudo ali é comovente por uma mistura de nostalgia e necessidade. Tem pouco a ver com a planta, tem muito a ver com a ecliticidade do público presente neste terceiro dia de festival e com a necessidade de se estar, de fato — e finalmente, em um momento de inconsciente coletivo no Lollapalooza.

Quando abandonei ex-quadrilha da fumaça, o Hot Chip começava o loop de “Over and Over” e a plateia já parecia caidinha pela subestimada banda inglesa. Não é a primeira vez do Hot Chip no Brasil, nem será a última. Mas era importantíssimo que eles estivessem no meio do caminho do Planet Hemp e do Major Lazer. Era a transição em estado puro dos 90 para o pulo do gato do século XXI. De alguma forma, o artesão desse line-up também fez arte.

Enquanto os sons de Planet e Hot Chip iam se misturando até a caminhada à tenda Perry, de longe já dava pra ver o Diplo e cia arrasando a branquelice. Ao pisar no carpete enlameado, era a voz de MC Federado que ecoava: “Passinho do Volante” iniciava o medley de funk carioca promovido pelo Major Lazer. Diplo é, sem dúvida, uma figura tão fanfarrona como incrível que conseguiu passar pras pessoas sua afeição pelas novidades mundo afora. Na sequencia, MOSTRAREMOS O VÍDEO JÁ JÁ, deu-se: “Aquecimento das Maravilhas” (Bonde das Maravilhas), “Créu” (MC Créu), “Bucky Done Gun” (M.I.A.) e terminou, claro, em Harlem Shake (Baauer). Incrível.

Planet Hemp  ★★★★☆

Hot Chip  ★★★★☆

Major Lazer ★★★★☆

À espera do Pearl Jam.

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Eddie Vedder entra no palco:
1) você já sonhou em estar no lugar dele
2) você ainda sonha

Lolla 2 Edit Tatoo

O resto é conversa. Pearl Jam e Queens of the Stone Age estão em patamares ímpares do resto do catálogo oferecido para os empresários dos festivais. Parece fácil, parece que eles até se divertem. É o que tem que ser para um show de encerramento de um festival com 60 mil pessoas. Na noite anterior, ficou claro quem era o headliner da noite. Não era o Black Keys. Pior: será um abril de redes sociais todas de mensagens femininas voltadas a Homme e Vedder. Pelo menos, aqui, nesse campo do rock, o gourmet de falsificação de ídolos é bem mais discreta e quase confiável — dura mais, bem mais.

Pearl Jam ★★★★☆

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Lollapalooza 2013

Infra-estrutura (público): ★★★☆☆

Infra-estrutura (palcos): ★★★★☆

Infra-estrutura (serviços): ★★★☆☆

Line-up (1º dia): ★☆☆☆☆

Line-up (2º dia): ★★☆☆☆

Line-up (3º dia): ★★★☆☆

Preço (ingressos): ★★☆☆☆

Preço (serviços): ★☆☆☆☆

Organização: ★★★★☆

Custo-benefício: ★★★☆☆

  • Como voce pode classificar o The Killers de pop-brega e ao mesmo tempo dizer que Brandon Flowers foi o antítodo de um início desastroso pro Lollapalooza ? Vai um Rivotril aí ou tá tudo bem ? Jornalista sofre demais. Eu te entendo, amigo bipolar, eu te entendo .

    • Livia, eu achar o Killers pop-brega (o que não é demérito, olhe bem) não exclui em momento algum o fato (fato mesmo) do Killers ser o headliner do primeiro dia de Lolapalooza. Acho que é uma lógica bem fácil: a banda era a principal atração e, não fossem seus hits, o primeiro dia de Lolapalooza seria bem chatinho. Acho que o seu problema na hora de interpretar foi acreditar na velha possibilidade de ser brega significar algo bem ruim.

      Forte abs.