Contra o fim do download, independentes compartilham seus álbuns

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Os direitos autorais nunca foram tão discutidos quanto são hoje. Legislações que rondam o congresso americano podem dificultar a difusão de informação na rede, enquanto isso alguns países organizam um pacto de medidas austeras com o mesmo objetivo. Um controle ditatorial do conteúdo antes livre, esse é o papel da SOPA, PIPA e ACTA. Sites hospedeiros de arquivos começaram a ser fechados, o Megaupload foi o primeiro a ser caçado de uma lista grande.

Na contramão das medidas repressivas, observa-se como os artistas são amigáveis a cultura do compartilhamento. A cena independente do Brasil teve alguns de seus principais lançamentos disponibilizado gratuitamente pelos próprios autores. O blog Veia Urbana separou 50 discos brasileiros de 2011 compartilhados oficialmente. Vários álbuns da nossa lista de melhores do ano passado estão lá: Bonifrate, Pélico, Wado, Karina Buhr (foto), Amabis, Passo Torto, Romulo Fróes, Criolo e Metá Metá.

Difundir a música não é crime, e é importante ver em nossos artistas essa postura de reforçar quão necessário se faz em compartilhar. Eles sabem que suas carreiras só se fortalecem com isso. O cerco ao download é um movimento estúpido de pessoas sem visão.

VIA Veia Urbana

  • Bernajurema

    de pessoas sem visão, não. de pessoas que querem impedir o avanço tecnológico e manter um status-quo anacrônico com vistas a proteger ao seu lucro com base num modelo já há muito ultrapassado, ao invés de criar um novo modelo empresarial adaptado aos novos tempos!