Ed Motta | 1978

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É curioso que Ed Motta comece a divulgação do seu novo disco, a ser lançado ainda esse ano, com uma música chamada “1978”, na qual canta “era ’78, livre afinal”. Com pouca afetação nos vocais até 3/4 da faixa, Motta parece de fato livre pra fazer a música que lhe apetece, a saber: um vocal jazz com floreios de soul sem qualquer novidade ou estranhamento. Mais do mesmo, como o solo de guitarra ao fim da faixa demonstra quase perfeitamente. Ainda assim, é algo que o cantor sabe fazer, um porto seguro para descansar e ganhar uns trocados para manter seus hábitos elitistas que tanto preza. A música é só mais um deles.

  • anônimo

    WTF bicho.. que é isso, inveja?

  • anônimo 73

    Crítica sem lastro estético é vazia. Quais são os pressupostos desse discurso crítico? (…) A arte reflete a pluralidade…caso contrário torna-se uma manifestação depauperada. Pelo visto, o músico aqui mencionado, Ed Motta, conseguiu lograr êxito ao universalizar algo singular, que é um “savoir-faire”, estilo dele, criado em Terra Brasilis… fruto de bastante erudição e arcabouço técnico e estilístico. E é marcado com notas tão singulares que forma uma vanguarda brasileira híbrida e inconfundível.

  • anônimo 73

    Adendo ao meu post anterior: Lição de casa n.1 para qualquer estudante de Estética: 1º: Distinguir/separar a obra de arte do artista. A obra de arte não deve ser interpretada através da biografia do artista, isso com cinema, literatura e etc. Pois a “obra de arte” ganha autonomia, vida própria, isso o próprio Marx já dizia. Que ela seria uma legítima realização e produção, criando algo que passa a ser de domínio público e de livre entendimento para seus espectadores que a tomam da forma que melhor lhes representa. Ela, a obra de arte, é um sintoma de época e se consegue alcançar um público, significa que conseguiu ressoar, seja como for. 2º Ponto: Não me parece nada elitista a atitude do compositor Ed Motta, posto que tem tido uma atitude deveras engajada e libertária de compartilhar e disponibilizar a sua produção abertamente ao público, pelas redes sociais. 3º: Basta consultar os anais da História da Música para constatar que tanto o “jazz” quanto o “soul” são manifestações artísticas e culturais libertárias e subversivas, a medida que denunciavam o “status quo” e a opressão sofrida pelas dicotomias sociais e pelo preconceito racial e econômico. Sendo assim, enquanto música de denúncia e de negros, não podem ser vistas como produções burguesas. Se a burguesia passou, no entanto, a consumi-las, assim como a outras manifestações e produções, isso concerne a um estudo mais detido sobre a obra de arte na era da sua reprodutibilidade técnica, vide Benjamin. Mas isso é o lado obscuro dos sintomas do próprio capitalismo. 4º: A letra da música esboça um olhar lírico que cristaliza uma experiência atemporal em suas imagens, portanto consegue universalizar pela sua verve poética um Rio de Janeiro ou ser visto por qualquer outro sítio do mundo com a licença imagética, que poucas letras atualmente têm conseguido, sim. 5º: Não é música feita por programas de computadores, como muitos “artistas” sem apuro técnico, interpretação, lirismo ou improviso, têm lançado mão e que atualmente são “consumidos” pela nova elite ou burguesia, que também mudou. 6º: Portanto, cabe olhar para a letra como uma tentativa de resgate de uma poesia um tanto imagética e existencialista, feita por brasileiros e para brasileiros, e atentar para a construção melódica da composição como um dos poucos suspiros, cheios de harmonias, feitos hoje em dia para o grande público. É música de maturidade do compositor e revela sua plural inspiração, sobretudo “negra”. Conseguiu orquestrar suas raízes em território brasileiro com singularidade, pois tem “estilo próprio”.

  • Marcelo

    Uau, que crítica ridiculamente vazia e sem noção alguma… rs

    Esta faixa não é jazz, é um mix de Pop, Westcoast AOR com soul, um pop calcado na tradição de EW & F e Donald Fagen, que infelizmente você não deve conhecer. Mais do mesmo?? Só por causa dos metais? Aliás, lindos arranjos de metais do Sadoc. E o incrível solo de guitarra do Chico Pinheiro é também mais do mesmo?

    Seria mais honesto você dizer apenas que não gostou da música e pronto, sem tentar dar tiros pra todo lado e acabar acertando no seu pé! rs

  • Anônimo 73

    Faço minhas as palavras de Marcelo: “Esta faixa não é jazz, é um mix de Pop, Westcoast AOR com soul, um pop calcado na tradição de EW & F e Donald Fagen, que infelizmente você não deve conhecer. Mais do mesmo?? Só por causa dos metais? Aliás, lindos arranjos de metais do Sadoc. E o incrível solo de guitarra do Chico Pinheiro é também mais do mesmo?” E gosto…é algo fruto de educação, sensibilização, história pessoal, enfim, algo muito pessoal.
    Eu gostei muito e pronto! 😉