Naldo Benny | Deixa Eu Te Pegar

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Naldo é um dos piores hitmakers que a radiofonia brasileira já teve conhecimento. Ao mesmo tempo em que é delicioso perceber que o sucesso de “Amor de Chocolate” bambeou antes na corda do humor involuntário, é também constrangedor ouvir “Deixa Eu Te Pegar” em que o cantor crava já o seu novo nome artístico (duvidoso, brega, infeliz, péssimo, escroto), “Benny”.

Em sequência nas rádios populares, “Amor de Chocolate” e “Exagerado” se apoiavam em um único sample: “Pon de Floor”, do Major Lazer (que deu vida também a “Run This World”, de Beyoncé). Eram, porém, certeiras em suas fraquezas. Eram, então, quase sinceras quanto à fragilidade de Naldo Benny em sua caminhada pelo pop brasileiro. Em “Deixa Eu Te Pegar” o grande problema é querer fingir. Como fingem mal os cínicos do pop brasileiro.

“Deixa Eu Te Pegar” é a transcrição em música das relações pessoais de Naldo Benny. Resumindo: é uma música que se fosse esculpida em gesso revelaria uma Preta Gil, uma Carolina Dieckmann e um Luciano Huck. A música é um nada com grife. Porém, no caso, grife emergente e com pouco respaldo no mercado. A notícia realmente ruim dessa crítica não é descobrir que Naldo é um fracasso artístico; é saber que todo o funk está começando (sim, amigos, “começando” em 2013) a querer copiar o estilo Benny. Alô, periferia: não caiam nesse erro e gastem dinheiro em outras coisas.