The Knife | Full Of Fire

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O duo The Knife sempre trabalhou com o desconforto. Por isso, não é de se estranhar que o single para seu novo álbum, “Shaking The Habitual” (repare o nome), seja incômodo para todos os ouvintes, gostem ou não da faixa. “Full Of Fire” é uma música que, se tomarmos por esse ponto de vista, consegue, ainda que no sentido pejorativo, seu objetivo: é um amontoado irracional de sons e ruídos abjetos, que se alternam ao longo de nove minutos de quase nenhuma linha melódica na voz de Karin Dreijer Andersson.

O que o The Knife faz em “Full of Fire” é buscar o incômodo latente nos timbres e batidas que povoam a música eletrônica. Mas, dessa vez, o grupo mais se aproxima do que se sobressai. “Full Of Fire” parece o retrato de uma esquizofrenia criativa do duo, na qual nove minutos é o tempo necessário para se jogar e se perder em centenas de ideias sonoras. Tais ideias, se tomadas com mais ponderação, poderiam até resultar em algo interessante. Dispostas assim, resulta em algo mais enfadonho que o habitual.

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    esse texto está sem pé nem cabeça