Vampire Weekend | Diane Young

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Para um grupo que se tornou conhecido e marcado (e ultra hypado, quem se lembra de 2008?) por suas influências africanas, o Vampire Weekend de “Diane Young” se mostra no cume de um processo que começou discretamente em “Contra”, seu segundo disco, quando, a partir daí, o grupo se mostra menos interessado na África e muito mais no pop norte-americano mais clássico, digamos.

Quem ouviu, por exemplo, o cover da sessentista “Have I the Right“, na sessão gravada para o iTunes em 2011, não vai se surpreender com os metais que abrem “Diane Young”, ou mesmo com a grande quantidade  de babys e rides – duas palavras bem comuns no pop americano dos anos 1950 e 1960 – cantadas por Erza Koenig ao longo da faixa. Mas o que pode surpreender mesmo alguns é o uso dessas palavras em uma melodia, digamos, cinquentista, ao mesmo tempo em que a voz de Koenig vai variando de altura (pitch). O procedimento, descrito dessa forma, pode soar ridículo e caricato, mas se mostra fresco como toda música pop devia soar, ainda que se mostre daqui a alguns anos como descartável. Mas até que ponto não é exatamente essa característica das décadas de ouro do pop que o Vampire Weekend não quer emular e renovar?

O curioso do Vampire Weekend é como esse apuro estético que se mostra ao longo de toda a carreira (ao fim temos a guitarra, o piano e a bateria já característicos do grupo preenchendo toda a faixa) cede sua importância a um refrão simples e bobo como só o melhor do pop pode aspirar a ser.