Exclusivo: ouça aqui (e baixe!) o Jeito Felindie | Tributo ao Raça Negra

É dia das crianças, mas a inocência parece ser nossa. Uma das justificativas do Fita Bruta acolher este tributo ao Raça Negra é que acreditamos que buscar e perseguir uma voz atual e urbana não é uma exclusividade de artistas que  se encaixam em um rótulo (errôneo e insuficiente) denominado indie-rockJeito Felindie, idealizado e produzido pelo jornalista Jorge Wagner, é a aproximação de mundos que, não raramente, são classificados como inconciliáveis e hierárquicos. Não é verdade. É música pop em sua essência. Não é  apenas memória afetiva, tampouco ironia. É apenas uma das muitas leituras possíveis da obra de um grande grupo brasileiro.

OUÇA A NOSSA ENTREVISTA SOBRE O “JEITO FELINDIE”

São doze artistas querendo provar que cada uma dessas músicas, que marcaram uma década, poderia estar naturalmente em seus repertórios (se já não estão, de forma indireta). Durante as prévias que soltamos antes deste lançamento, a reação quase em uníssono de quem se mostrava ansioso pelo projeto em sua íntegra denunciava como quase nada aqui parecia ser ao acaso. Do folk do curitibano Giancarlo Rufatto ao ultra pop-rock da carioca Vivian Benford, passando pelo garage-rock dos paranaenses do Nevilton, pelo pagode em eletro-swing do Minha Pequena Soundsystem, pelo pop-setentista de Lulina e Nana, pelo quase gospel-pop-jazz da Orquestra Superpopular, pelo pop-folk de Harmada e Radioviernes, passando ainda pelo reggae-samba-rock do Amplexos e chegando no soft-rock de LetuceJeito Felindie é sobretudo uma homenagem a Luiz Carlos, Fabinho Cesar, Fena, Fernando Monstrinho, Irupê, Fininho, Edson Café, Gabu e Paulinho, mas é também nossa tentativa de consolidar em outros meios e outras áreas o que buscamos diariamente em cada resenha crítica que publicamos neste site: tratar música pop como algo capaz de ser múltiplo e, de preferência, pertinente.

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Ouça no player abaixo (ou baixe) as 12 faixas e fique à vontade para espalhar — use a nostalgia como desculpa — a obviedade destes caminhos que nos levaram até Jeito Felindie. Até o próximo.

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UPDATE:O Letuce vai organizar um show com o repertório do Jeito Felindie no Rio de Janeiro. Participe da promoção e concorra a ingressos!

Videoclipe Bônus:


122 respostas para “Exclusivo: ouça aqui (e baixe!) o Jeito Felindie | Tributo ao Raça Negra”

  1. so nao concordo com o “nao é memória afetiva”.. eles marcaram a década, nao foi.. em algum momento da vida os artistas ouviram o som do raça negra, nao foi? (ou so escutaram agora pra gravarem a musicas?).. é memória afetiva tbm, que juntada à proposta d mostrar o q há d pop nas músicas do grupo d pagode so agrega,anima, incentiva, instiga a ouvir e a cantar junto tbm!

    • Raquel, sim, é sim. Não discordamos. Era apenas estilo de reafirmar que não era somente por este motivo que achamos o que estamos proporcionando uma coisa bacana. Também acreditamos na qualidade (algo que nem sempre a nossa memória afetiva leva em consideração) 😉

    • meu nome é marco homobono, e eu participei do tributo com o minha pequena soundsystem.
      para te responder, raquel, gostaria de dizer que na época em que o raça negra dominava as paradas, eu não gostava do grupo. fui começar a gostar depois que ouvi jorge ben e bebeto e notei uma semelhança nas levadas das músicas. então, tudo aquilo que eu escutava nas festas da minha família voltou à memória e eu vi que os sucessos da raça negra eram canções muito bem feitas.
      acabei virando fã.
      quando decidi gravar o disco da minha pequena soundsystem em casa, eu já havia incluído a versão de “te quero comigo” no repertório. ao saber que o jorge wagner era o curador desse tributo ao raça, eu fiz contato e fui muito bem recebido. o resto da história está aí…

    • Raquel, veja bem… não se trata APENAS de memória afetiva, a intenção aqui é eliminar com os parâmetros de qualidade entre gêneros- Eu participei também do projeto com minha querida Orquestra Superpopular (OSP)- Tenho 26 anos e durante toda a minha vida escutei gente falando que não suporta pagode e funk, etc… Eu mesmo já tive essas palavras em minha boca, colocava certos gêneros num lugar menor e sim, escutava-os em festinhas e em programas de televisão e curtia (mas não dava o braço a torcer) e hoje, depois que começamos com a OSP, descobri que são tão bons quanto todo o rock, reggae, enfim- que colocava acima de tais gêneros. Então é memória afetiva sim, mas não se trata apenas disso… Acredito que esse movimento de sincronia entre diversos artistas do brasil, ao integrarem ao seus trabalhos os gêneros até então considerados “piores”, significa a valorização da existência das diversas coisas, ideias, pessoas e a aceitação das mesmas tais como elas são; significa a celebração das diferenças.

  2. PARABÉNS PELA INICIATIVA.
    Ficou muito bom. Uma homenagem mais que merecida

    RAÇA NEGRA
    Facebook: https://www.facebook.com/bandaracanegra
    Site: http://www.bandaracanegra.com.br/
    Novo DVD: http://www.youtube.com/watch?v=yyXUpYlbpFo

    – 35 milhões de cópias vendidas
    – 29 anos de carreira
    – A música “É Tarde Demais” está no livro do Recodes como a música mais tocada em um único dia no mundo
    – Inaugurou a Rua dos Brasileiros em NY
    – Já reuniu 1,5 milhões de pessoas num único show
    – primeiro grupo de samba a tocar em uma rádio FM (Transamérica FM, com a música Caroline), abrindo assim as portas do samba pra as rádios FM e TV
    – primeiro grupo de samba a ser a principal atração em grandes casas de shows
    – abriu o caminho do sucesso para os grupos que vieram depois deles e beneficiou a carreira de grupos já existentes.
    – primeiro artista brasileiro a gravar um CD ao vivo
    – Entre outros feitos……

  3. Estou adorando ouvir esse tributo! Foi uma grande ideia… A música brasileira ganha muito quando as pessoas param de se apegar a rótulos e simplesmente reconhecem a beleza das canções, seja lá a qual estilo musical elas pertençam. Ainda bem que estamos caminhando para uma liberdade musical cada vez maior. Valeu!

  4. Subletrados Musicalmente… Tanto Raça Negra, quanto esses outros ai… Um macaco bem treinado faz musicas e versões melhores. Me desculpem aqueles que gostam de Raça Negra ou esse tal Indie, mas vocês deveriam ser chicoteados até a morte

    • Hahahhah! Também achei um lixo total. a música indie realmente está uma porcaria mesmo. Muito melhor as originais. E olha que nem curto pagode.

  5. Só hits. Parabéns pro JW de colocar a ideia em prática. Muitas vezes temos ideias super boas, mas que acabam morrendo na praia porque ninguém executa e coloca a cara a tapa.

  6. Cara, isso realmente ficou muuito maneiro! Parabéns a todos os envolvidos nesse projeto! Como o Fábio disse abaixo, essa iniciativa foi de longe a melhor na cena independente nacional nos últimos tempos!

  7. Adorei!!!Me lembrou mesmo Lisbela e o prisioneiro , filme que amo!!Parabéns lindas vozes, lindos arranjos…já curti, compartilhei e indiquei pra todos que conheço 🙂

  8. não gostava do estilo pagode mas sempre respeitei pelas letras legais e de certa forma me acostumei com o som pois tocava em tudo quanto era lugar,mas esse estilo musical me agrada bem mais,gostei pra caramba.

  9. Caramba! Que decepção. Li a matéria de O Globo empolgadaço e curiosíssimo para ver as versões das músicas do Raca Negra cantadas por representantes da cena indie carioca e vejo este lixo: quer dizer que a cena índie carioca é esse arremedo de Slow Motion Bossa Nova, todo mundo sem feeling, músicas iguaiszinhas, meio Celso Fonseca, meio Tiê, meio Céu, meio Pato Fu. Que porcarias! Cadê o rock? Caramba a cena índie carioca já foi muuito melhor, ainda bem que tem o Jonas Sá para nos salvar. As versões originais do Raça Negra são muito melhores e autênticas, e olha que eu não gosto de pagode. Escutei disco todo e nem de graça acho que vale a pena baixar. Uma pena.

    • “rock” ficou por conta da matéria e “carioca” tá por sua conta. não temos o menor compromisso com gêneros, qualquer bandeira. são artistas independentes de vários lugares do país, com diferentes influências, fazendo as releituras que bem entenderam para sucessos de um grande nome do cancioneiro nacional. se vc gosta ou não do que ouve, aí é uma questão pessoal. de longe, mais de 80% dos comentários são positivos.

  10. Li a reportagem no jornal O Globo e fiquei muito curiosa para ouvir…
    Olha, muito, muito bom mesmo! Melhor do que eu imaginava.
    Leitura espetacular do Raça Negra.
    Parabéns pela grande iniciativa, parabéns para todos os artistas envolvidos.

  11. ficou bom, a essência da música boa. e por falar em lisbela e o prisioneiro, tem muito haver, melhor filme nacional junto com o auto da compadecida

  12. FODA-SE a opinião alheia! Gostou continua ouvindo, não gostou clica em fechar… ao invés de ficar cagando regra e raiva aqui hahahahaha EU AMEI, sem mais!

  13. O meu cd preferido do momento. Muito, muito bom! Primoroso do início ao fim. Um sonho: que fizessem um cd seguindo a mesma linha com as músicas do SPC e , (why not?) do molejo. Ia ser muito bom!

  14. Cara sou apaixonado pelo projeto recomendando a todos os meus amigos que escutem pois é incrivelmente sensacional o som que vocês fazem. Um forte abraço e muito obrigado pela excelente versão do raça negra.

  15. […] Jeito Felindie é o projeto do site Fitabruta, o nome é uma brincadeira com o título de uma das musicas do homenageado Raça Negra. Assim como a experiência anterior, o disco foi um sucesso, bandas como: Amplexos e o Letuce tocaram no tributo. Com as grandes taxas de downloads vieram também às discussões sobre a dignidade ou não, deste tipo de obra. […]

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